Vidro laminado com SentryGlas ®

Por muitos anos, os intercalantes produzidos à partir do polivinil butiral (PVB) e do etileno-vinil-acetato (EVA) têm sido o material de segurança padrão usado pela indústria na produção de vidro laminado. Quem trabalha com vidro entende bem as possibilidades e limitações desse tipo vidro quando empregados em fachadas, coberturas, guarda-corpos e esquadrias. O intercalante SentryGlas, por outro lado, possibilita uma abordagem completamente nova e de maior resistência, pois é 100 vezes mais rígido e cinco vezes mais resistente que o PVB.

For many years, interlayers produced from polyvinyl butyral (PVB) and ethylene vinyl acetate (EVA) have been the standard safety material used by the industry in the production of laminated glass. Everyone who works with glass understands the possibilities and limitations of this glass when used in facades, roofs, railings and window frames. The SentryGlas interlayer on the other hand, provides an entirely new approach and greater resistance, because it is 100 times harder and five times stronger than PVB.

Vidro laminado com SentryGlas

Quando usar o SentryGlas?

O SentryGlas deve ser usado quando há uma demanda por uma material mais rígido e mais forte, um exemplo de uso é em estádios esportivos onde em caso de tumulto o vidro (mesmo em caso de quebra) deve resistir à pressão que a multidão fará nele, sem sair do lugar para garantir a segurança de todos os espectadores.

A solução também pode ser utilizada em janelas, portas e clarabóias resistes à furacão e bombas, e passarelas e pontes de vidro como essa daqui que falei em um outro post.

vidro laminado com sentryglas

Sentryglas safety is used when there is a demand for an extra strong material, an example of use is in stadiums where in case of turmoil the glass must resist the pressure that the crowd will make on it without moving (even in case of breakage), to ensure the safety of all viewers.

This solution can be used in many laminated glass applications including hurricane and bomb blast resistant windows, doors and skylights and structural glass flooring, stairs, walkways and pedestrian bridges.

vidro laminado com sentryglass

Qual a diferença entre a laminação comum e com Sentryglas?

O vídeo abaixo mostra bem a diferença entre os dois tipos de laminação, como os dois tipos se comportam durante a quebra.

The video below shows the difference between the two types of lamination, and how the two types behave during breakage.

Uma observação importante é que o vidro laminado só perde a estabilidade se os dois vidros que envolvem o intercalaste quebrarem, o que é bem difícil de acontecer em condições normais, por isso o Sentryglas tem aplicação específica para situações onde a ruptura dos dois vidros pode acontecer.

An important observation to make is that regular laminated glass only loses stability if the two glasses that surround the interlayer break, it is very difficult to occur under normal conditions, so the Sentryglas has specific application for situations where the breakage of the two glasses may happen.

Passarela de vidro nos 90 anos da Fendi

Na última quinta feira (07/07/2016) a marca italiana Fendi, utilizou uma famosa fonte em Roma para realizar o desfile de 90 anos da marca! Calma, eu não estou aqui para falar de moda. Acontece que esse desfile que reuniu a atenção de todos os antenados em moda utilizou uma passarela de vidro para que as modelos desfilassem por cima das águas da Fontana di Trevi.

passarela de vidro fendi 90 anos
(Photo by Victor Boyko)

A Fendi ajudou a financiar a restauração do monumento  e aproveitou para fazer esse desfile histórico no local, usando o tema ‘Lendas e contos de fadas’.

passarela de vidro 90 anos Fendi

A passarela de vidro…

A passarela de vidro foi montada dentro da fonte e sem alterar a estética do monumento permitiu que as modelos flutuassem por cima da água criando um incrível efeito.

passarela de vidro 90 anos Fendipassarela de vidro 90 anos Fendi

Para a estrutura ter o mínimo de interferência possível, tanto o piso quanto a estrutura eram de vidro.

passarela de vidro 90 anos Fendi

E o ressudado ficou realmente encantador.

passarela de vidro 90 anos Fendi
(Photo by Victor Boyko)

Os pilares de vidro foram distribuídos em todos os encontros das peças do piso, garantindo assim uma melhor segurança quando todas as modelos entram juntas na passarela.

passarela de vidro 90 anos Fendi

O vidro utilizado foi o extra clear, temperado e laminado para garantir maior transparência sem o tom esverdeado do vidro incolor.

passarela de vidro 90 anos Fendi

O efeito ficou fantástico, mesmo o piso tendo muitas divisões e um grande número de pilares, a passarela de vidro ficou leve e discreta deixando toda a atenção para o desfile e a Fontana!

passarela de vidro 90 anos Fendi

Abaixo podemos ver mais de perto os detalhes da passarela de vidro, os pilares e vigotas todos se fundem com a água da fonte.

passarela de vidro 90 anos Fendi

As grandes marcas da moda, têm buscado cada vez mais fugir do tradicional e esperado. Lembra da Maison da Chanel que eu falei nesse post? Estou gostando de ver como o vidro vem sendo cada vez mais utilizado fora do que consideramos comum!

Tipos de vidro laminado

Algo que nos deixa em dúvida sobre vidro na hora de escolher um laminado são os tipos de vidro laminado. Qual é melhor? Quais as vantagens e desvantagens? Quais atendem às normas?

Vou explicar sobre os tipos de laminados, dizendo as diferenças entre eles e as vantagens e desvantagens de cada um. (Se você está lendo esse post e não sabe o que é vidro laminado, acessa esse post aqui primeiro)

Resumindo: o vidro laminado é composto por duas ou mais lâminas de vidro, onde o intercalante (que une as lâminas de vidro) é formado por o polivinil butiral (PVB), resina, ou EVA e aglutina os estilhaços quando o vidro é quebrado, impedindo a fragmentação.

Ele também melhora o desempenho acústico do vão e barra mais de 90% dos raios UV.

Tipos de vidro laminado…

Vidro laminado com EVA:

É um processo relativamente novo (no Brasil desde 2003), mas que vem conquistando espaço no mercado por sua facilidade de aplicação. Ele permite para os processadores do vidro menos perda de material no processo e menor consumo de energia, o que acaba refletindo no preço final da peça, já que você pode fazer uma otimização de peças.

O maquinário para esse tipo de laminação também tem menor custo do que o tradicional maquinário de PVB (de 3 a 10 vezes mais barato), além de ocupar um menor espaço físico para o processo (20m² contra 200m²). Por isso muitos processadores estão preferindo esse tipo de laminação.

O EVA (etileno-vinil-acetato) é visualmente como o PVB (incolor e translúcido), e os dois possuem a mesma espessura (0,38mm) e  podendo ser colorido.

tipos de vidro laminado

Vantagem: Não produz sobras de vidro e gasta muito menos energia. Ótima aceitação também no mercado de decoração por permitir laminar pequenas peças com custo competitivo e inserir tecidos, papéis, fotos, ou folhas por exemplo. (Inclusive o vidro curvo)

Desvantagem: A quantidade de produção é inferior à produzida em PVB (que faz 2000m² por dia enquanto o EVA produz até 500m² por dia).

Como é feita a laminação:

  1. Se o Vidro precisar ser temperado, isso deve ser feito antes da laminação (no vídeo abaixo eles mostram o vidro entrando e saindo da têmpera);
  2. O primeiro vidro é colocado em uma mesa, onde o filme de EVA é colocado por cima dele e em seguida o segundo vidro é colocado por cima do EVA;
  3. O filme de EVA é cortado rente às bordas dos vidros;
  4. A composição é colocada em uma das gavetas do forno de EVA e em seguida ela é fechada com uma manta de silicone próprio que gera vácuo nas peças;
  5. Em seguida a gaveta é colocada dentro do forno;
  6. O processo dura três horas e chega à temperatura máxima de 120 graus centígrados;
  7. O vidro é retirado do forno e está pronto.

Curiosidade: A laminação EVA também é utilizada em vidros eletronicamente opacados.

Certificação: Yveraldo Gusmão, diretor da Gusmão Representações, pioneiro na introdução desse equipamento no País, solicitou uma certificação de impacto, luz e umidade no Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ). Agora o laminado com EVA está certificado na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil quanto à sua segurança e qualidade.

Fabricantes: Um dos fornecedores de EVA do Brasil é a Bridgestone, marca japonesa que agregou bastante confiança ao produto, e há diversos fornecedores chineses também de alta qualidade.

Vidro laminado com Resina:

A laminação com resina é o processo mais antigo no mercado e de aplicação simples no vidro. A simplicidade de execução dispensa grandes e custosos maquinários, e o principio é o mesmo onde um produto é aplicado entre duas chapas de vidro e tem o papel de reter os cacos em caso de quebra.

A resina assim como o EVA permite a otimização dos vidros, evitando o desperdício de material. O processo necessita somente de 70 m² e não exige gastos adicionais de energia elétrica, o que faz da resina o processo mais econômico.

Há dois tipos de resina no mercado atualmente, as de base acrílica que têm sua cura em uma mesa com lâmpadas de UV e as de base de poliéster que são curadas em uma mesa de descanso com temperatura média de 25 a 30 graus. A grande diferença está no tempo de cura da resina, e na elasticidade do intercalante depois de pronto. A resina com base de poliéster resulta em uma camada mais flexível, que tem um desempenho acústico melhor e é apropriado para lugares com alta vibração (como barcos, trens…).

tipos de vidro laminadotipos de vidro laminado

A resina também pode ser pigmentada, o que permite diversas cores e aspectos finais assim como o PVB e o EVA.

Vantagens: Baixíssimo gasto de energia e não produz sobras de vidro. Também excelente para uso em peças pequenas e pequeno volume de laminação.

Permite a combinação de vidros com espessuras com diferença maior que 2mm.

Por ter uma espessura maior que o PVB e o EVA, a resina é mais resistente a impactos.

Desvantagens: A capacidade de produção é bem baixa, já que cada peça deve ser resinada manualmente uma a uma.

A espessura do intercalante é maior em comparação ao PVB e EVA.

Como é feita a laminação:

  1. Se o Vidro precisar ser temperado, isso deve ser feito antes da laminação;
  2. Os vidros são limpos com produto próprio e logo em seguida secos com pano limpo (que não solta fiapo, fio…);
  3. Em seguida a fita que dá o distanciamento correto entre as peças é colada nas pontas dos vidros;
  4. Os vidro são sobrepostos e posicionados com o correto alinhamento;
  5. A proteção da fita adesiva é retirada para que o vidro de cima cole nela também, exceto de uma lateral do vidro por onde a resina será colocada;
  6. Uma espécie de pá-funil é inserida entre os dois vidro na lateral onde a fita não foi colada no segundo vidro e através dela a resina vai sendo derramada entre os vidros;
  7. Quando a resina atinge uma certa altura o vidro é deitado para que ela se espalhe por todo o espaço faltante e a proteção da fita adesiva é retirada para que o vidro feche a passagem antes aberta;
  8. Por ultimo as bolhas de ar são retiradas por seringas e os espaços são vedados com cola neutra ou silicone neutro.
  9. A partir daí são 8 horas à 24 horas para a cura da resina de base de poliéster, e 15 a 20 minutos para a resina com base acrílica (na mesa com lâmpadas UV).

Obs: No vídeo a resina é branca pois foi adicionado um pigmento e o aspecto final desejado é o branco leitoso.

Curiosidade: Por ter uma espessura maior, ela é mais resistente à impactos e favorece a produção de vidros blindados.

Certificação: Não encontrei nada sobre a certificação da resina, mas sei que há um grande movimento do setor vidreiro junto com a ABNT para normatizar a laminação com resina. O texto da NBR 7199 foi revisado e encaminhado à consulta nacional.

Fabricantes: Há alguns fabricantes de resina aqui no Brasil e os mais utilizados são a Foster’s (resina com base de poliéster conhecida como Fosterglass), a Effectus (resina com base de poliéster conhecida como Astrocure), a Cytec (resina com base acrílica conhecida como Uvekol) e a Kommerling (resina com base acrílica conhecida como Kodiguard).

Vidro laminado com PVB:

A laminação com PVB (Polivinil Butiral) é a mais utilizada no mercado, ela é responsável por cerca de 85% de todo o vidro laminado do Brasil, ele é composto por resina, plastificantes e outros materiais. Há um único fabricante de PVB instalado no Brasil, porém a variedade de produtos é muito grande. Desde cores até PVB de alto desempenho acústico.

tipos de vidro laminado

Ela é feita em chapas, geralmente de 3,21×2,20m ou 3,21×2,40m mas também pode ser feita em chapa jumbo de 3,21×6,00m, e o corte das peças é feito após a laminação, o que agiliza muito o processo porém aumenta a perda de material. É possível laminar peças menores que o tamanho da chapa tradicional e laminar peças já cortadas na dimensão final (caso de vidros temperados antes da laminação), mas não é economicamente interessante ligar a linha somente para pequenas peças.

Com a laminação em chapas é preciso ter um cuidado maior no armazenamento das mesmas para que não haja contato com materiais que possam danificar as superfícies e bordas, para que não haja arranhões nem quebra, já que ficam mais tempo paradas na indústria.

tipos de vidro laminado

Vantagem: Grandes volumes de vidros podem ser laminados de uma única vez, é amplamente requisitada no mercado pela confiança.

Também tem grande variedade de cores e acabamentos.

Barra 99,9% dos raios UV que queimam móveis e desbotam cortinas e tapetes.

Desvantagem: Não vale a pena ligar a linha de PVB para laminar poucas peças.

Não permite a combinação de vidros com espessuras com diferença maior que 2mm.

Custo dos maquinários e espaço que eles necessitam.

Como é feita a laminação:

  1. Se o Vidro precisar ser temperado, isso deve ser feito antes da laminação;
  2. É feita a lavagem e secagem das chapas de vidro com cuidado para que não haja nenhuma sujeira;
  3. O PVB é aplicado entre os vidros, e a composição é levada para a calandra onde há uma pré-colagem (onde acontece a retirada do ar e pré-selagem das bordas através de calor e compressão);
  4. Em seguida a composição é colocada na autoclave, que funciona como uma panela de pressão gigante, com temperatura e pressão elevada, onde finaliza a colagem e a retirada do ar residual.
  5. O vidro então está pronto para ser cortado (se não foi temperado);

Curiosidade: Existe o PVB acústico, que melhora em torno de 50% o som percebido (claro que isso depende da composição do vidro também, se além de laminado ele é insulado, o tipo de esquadria).

Existe também um PVB cem vezes mais rígido e 5 vezes mais resistente chamado SentryGlass, ele foi amplamente utilizado nos vidros dos estádios feitos para a copa de 2014 já que atende às normas específicas de rigidez e resistência.

Certificação: O PVB é o intercalante mais certificado entre os três, talvez pela maior demanda existem diversos testes realizados, há inclusive vídeos na internet que mostram testes de esforço e impacto dos vidros laminados com esse intercalante.

Fabricantes: A única fabricante de PVB instalada no Brasil é a Solutia (Eastman), que conta com a linha Saflex e a linha Vanceva com muiiiitas cores!

Conclusão

Dentre os tipos de vidro laminado, é difícil dizer qual o melhor. Cada um cabe à um tipo de aplicação e ao preço que você está disposto a investir.

O importante é pesquisar sobre o local que você vai comprar e saber se os produtos dessa vidraçaria ou processadora são de qualidade, os intercalantes são bons e seguros contanto que feitos da maneira adequada.

Espero que essas informações tenham sido úteis!!

Obs.: O vidro laminado não é sinônimo de vidro colorido ok? Eu coloquei imagens de vidros coloridos para ilustrar as possibilidades de cores ALÉM do incolor. 😉

A manutenção do box!

Aposto que você nunca se deu conta de que seu box precisa de manutenção preventiva, apesar de muito necessário pouco se fala sobre isso. Geralmente procuramos assistência quando o box já não está funcionando como deveria, e mesmo assim tem gente não procura assistência, por achar que é normal que com o tempo o box deixe de ser como sempre foi.

Já ouviu alguém comentar que a porta do box quebrou sozinha? Pois é, isso acontece muitas vezes por falta de manutenção do box.

O box, assim como todos os tipos de vidros móveis (portas, janelas, coberturas retrateis, etc…), precisa de manutenção preventiva a cada 12 meses.

A manutenção do box
Box conventional de canto – cor branca

Isso porque o conjunto (vidro e sistema) vai se desgastando com o uso, pode sair do alinhamento dependendo de como é manuseado, ele junta poeira nas roldanas e pode dificultar a movimentação da porta, o silicone pode se soltar… Enfim, são diversos os motivos que fazem da manutenção algo muito importante para a segurança do box.

Você já fez alguma manutenção no seu box? Se não, procure uma loja que faça instalação de box e peça uma manutenção, ela tem um custo mas é necessária para a sua segurança. Veja abaixo algumas características que mostram que seu box precisa urgentemente de manutenção:

  • Porta abrindo ou fechando com dificuldade, ou abrindo/fechando sozinha;
  • Guia inferior da porta quebrada ou com flexibilidade excessiva;

A manutenção do box

  • Batedor inferior ou superior quebrados;
A manutenção do box
Batedor é o que limita a abertura do vidro.
  • Excesso de balanço do conjunto;
  • Contato do puxador da porta com o vidro fixo;

A manutenção do box

  • Porta raspando no chão;

A manutenção do box tem que ser periódica, porque os desgastes estão sempre acontecendo. Apesar do vidro temperado ser 5 vezes mais resistente que um vidro comum ele ainda sim pode quebrar e não só por pancada, se ele corre em um trilho que está fora de prumo o trilho “entorta” o vidro e essa força sozinha pode causar a ruptura.

E apesar do vidro temperado ser menos cortante que o vidro comum, ele corta sim e pode causar ferimentos e às vezes deixar sequelas.

*Se a porta for de correr, ou com porta pivotante que abre para fora é possível utilizar um vidro temperado e laminado, eliminando o risco de cortes em caso de quebra.

a manutenção do box

Além do uso, o que pode ocasionar a quebra é uma instalação mal feita ou um vidro mal temperado. Por isso é sempre melhor optar por produtos certificados (há muitas beneficiadoras certificadas pelo Inmetro) e profissionais de confiança para fazer a instalação.

Em uma manutenção de rotina é feita a troca das roldanas que fazem a porta correr, a regulagem das portas para que fiquem sempre alinhadas corretamente, teste de vedação do silicone (para ver se a água está vazando para fora do box) e substituição de peças quando necessário.

A manutenção do box
Box Elegance – Ideia Glass

Ah mas como lembrar de dar manutenção todo ano? Eu sugiro criar um lembrete no calendário do e-mail ou celular, coloca junto com a troca do filtro! 😉 Mas não deixe de fazer! Chame a empresa e peça que ela dê manutenção em todas as portas de vidro temperado.

O preço médio da manutenção é de R$200,00 (para um box, negocie os outros!!), mas se houver troca de alguma peça esse preço é cobrado à parte.

*Falei muito de box de correr, mas box com porta pivotante também precisa de manutenção preventiva! 

 

Fachada do Van Gogh Museum – Amsterdã

O Museu Van Gogh em Amsterdã, um dos mais visitados na Holanda, recentemente inaugurou a nova entrada do seu popular anexo.

Geralmente quando pensamos em adição de volume à edifícios antigos, vemos um desafio em unir duas etapas sem descaracterizar a arquitetura existente. Mas o volume em vidro é uma solução que completa muitas obras com maestria, como nesse projeto que comparando o antes e depois, ficou muito mais interessante.

Fachada do Van Gogh Museum

Nesse corte esquemático abaixo, podemos ver que os dois edifícios são ligados pelo subsolo e era o único acesso ao anexo. Com a alteração, agora é possível acessar o anexo pelo piso térreo e todo o espaço agora ficou protegido da chuva e do frio.Fachada do Van Gogh MuseumAbaixo podemos comparar uma foto de antes da ampliação, onde não havia acesso por esse piso e uma foto da ampliação terminada, onde agora há uma porta e uma escada de acesso ao piso inferior.

Fachada do Van Gogh MuseumFachada do Van Gogh Museum

(Foto da direita de Ronald Tilleman)

O edifício é de 1999 e a ampliação acaba de ficar pronta (Setembro 2015), ela foi necessária porque o museu recebe cada vez mais pessoas, e era preciso criar um outro acesso ao anexo, além de proteger o acesso existente das intempéries já que em Amsterdã há épocas de frio intenso.

Fachada do Van Gogh MuseumFachada do Van Gogh Museum

(Foto da direita de Ronald Tilleman)

Para a ampliação foi concebida uma redoma em vidro, que acompanha o design do edifício existente. A redoma tem estrutura metálica e a fixação dos vidro é do tipo pele de vidro com estrutura de apoio também em vidro.

Fachada do Van Gogh Museum

(Foto de Ronald Tilleman)

Na foto acima e abaixo dá pra ver bem a estrutura em vidro que apoia a estrutura metálica. O vidro, apesar de parecer um vidro incolor comum, é um vidro Low-e (baixo emissivo) e insulado (duplo).

Esse tipo de solução oferece alta transmissão luminosa – muita luz natural -, baixa reflexão externa – vidro sem efeito espelhado, semelhantes ao vidro incolor sem proteção – e baixos coeficientes de transmissão térmica – pouquíssima troca de calor entre os ambientes.

Para o clima do projeto esse é o vidro ideal, já que permite a passagem de muita luz natural, e reduzindo significativamente a troca de temperatura externas e internas do edifício.

A Holanda tem uma posição geográfica de menor incidência de luz solar do que o Brasil, por exemplo, e por isso consegue utilizar vidros não refletivos sem ofuscar (excesso de luz) a parte interna da obra.

E por ter grandes diferenças de temperaturas entre a parte externa e a parte interna no inverno, o vidro Low-e insulado garante que a perda do calor interno seja muito pequena, economizando energia com calefação. No verão as diferenças de temperatura são menores, mas o vidro também garante que não haja troca entre os ambientes.

Fachada do Van Gogh Museum

(Foto de Ronald Tilleman)

A escolha do vidro permitiu seguir o design do edifício existente sem descaracterizar a arquitetura, já que é possível ver a fachada antiga através do vidro.

Fachada do Van Gogh Museum

A cobertura de vidro é abaulada, para dar espaço ao volume que sai do prédio existente. Abaixo fotos da vista externa e da vista interna da forma que o vidro faz em relação ao edifício.

Fachada do Van Gogh Museum

Fachada do Van Gogh Museum

A escada que permite esse novo acesso também chama atenção por ter a mesma linguagem da cobertura com estrutura metálica mas piso e guarda corpo em vidro.

Fachada do Van Gogh Museum

(Foto de Luuk Kramer)

Repare na leveza que ela transmite, principalmente se comparada com as escadas rolantes ao lado. O guarda corpo é fixado com botões (prolongadores) e o vidro é extra clear termo endurecido – lá eles utilizam uma técnica similar à tempera que usamos no Brasil, porém a técnica deixa o vidro 2 vezes mais resistente enquanto a tempera deixa 5 vezes mais resistente à quebras e troca de temperatura.

O piso da escada recebe duas laminações, as duas primeiras chapas de vidro são incolor comuns e a chapa do topo é de vidro extra clear, acidato  e termo endurecido. Isso garante que o vidro resista ao peso de várias pessoas circulando pela escada.

Fachada do Van Gogh MuseumFachada do Van Gogh MuseumFachada do Van Gogh Museum

(Fotos de Luuk Kramer e Ronald Tilleman)

O museu e a relação dele com a ampliação do anexo:

Fachada do Van Gogh Museum

(Foto de Ronald Tilleman)

Vidros Polarizados … Oi?!

Olá, o mercado do vidro está em constante evolução e sempre buscando novas tecnologias e maneiras de inovar nossa interação com o ambiente no dia-a-dia.

Um exemplo disso são os vidros polarizados, esses vidros já existem e estão mudando a nossa maneira de ver janelas e divisórias – literalmente! =)

O que são vidros polarizados?

É um vidro laminado onde entre as duas lâminas, ao invés de um intercalante comum, há um dispositivo de partículas suspensas de cristal líquido que se torna opaco ou translúcido. Essas partículas de cristal líquido se organizam quando há uma corrente elétrica passando por elas, e com a organização dessas partículas nós conseguimos enxergar através do vidro. Quando não há corrente elétrica as partículas “relaxam” e se bagunçam, tornando o vidro opaco.

Vidro polarizado
Esqueminha demonstrando o interior da laminação.

O resultado desse vidro, são janelas e painéis que são opacos quando estão desligados, mas que ao toque de um botão esse vidro se tornam transparentes. Isso quer dizer que você consegue privacidade no ambiente acionando um botão ou até mesmo pelo smartphone se houver automatização.

Vidro polarizado

O vidro polarizado pode ser utilizado em banheiros, salas, escritórios… Mas ele deve ser aplicado sempre com a borda protegida, por isso o vidro deve ser encaixilhado e não autoportante.

Vidro polarizado

Por necessitar de energia elétrica também é necessário que haja uma preparação de conduítes ligando um ponto de energia ao lugar (pela parede ou forro) onde o vidro será instalado para o recebimento da solução.

Vidro polarizado

O vidro polarizado também pode ser aplicado em janelas e portas de correr, para isso é necessário levar em consideração que a bandeira (pare de cima do vidro) precisa de um espaço adicional para acomodar a fiação que deve acompanhar o movimento da mesma.                 Vidro polarizadoVidro polarizado

Eu já imagino esse vidro em uma cobertura envidraçada de uma área de lazer… É possível barrar o sol durante o dia, e deixar transparente a noite para olhar o céu! Imaginou?

Existem diversos tipos de vidros mutáveis: Eletrocrômico, Fotocrômico, Termocrômico, de partículas suspensas (SPD) e de cristal líquido disperso em polímeros (PDLC) – também conhecido como polarizado.

O que falamos acima, foi o de cristal liquido disperso em polímeros (PDLC). Ele se transforma de translúcido em “leitoso” assim que uma corrente elétrica é aplicada.

Eletrocrômico

O vidro abaixo é o eletrocrômico, com um estímulo elétrico (como a campainha, onde a corrente não fica ligada o tempo todo – o que quer dizer economia de energia) o vidro se altera lentamente de transparente para uma cor translúcida mais escura, geralmente o azul.

O processo pode levar de alguns segundos à alguns minutos dependendo do tamanho do vidro, ele começa a modificar das bordas para o centro.

Vidro polarizado

Vidro de partículas suspensas (SPD)

O vidro polarizado de partículas suspensas ou SPD, também funciona à partir da eletricidade e seu aspecto vai do incolor à uma coloração escura opaca, a vantagem é que podemos controlar a a intensidade da opacidade do vidro conforme desejado (ou da incidência solar) somente com a voltagem da energia, como uma dimerização.

vidro polarizado

Pude ver esse vidro em funcionamento em uma viagem recente onde peguei um vôo da Qatar e todas as janelas tinham o sistema dimerizável.

A troca da cor também pode ocorrer ao decorrer do dia conforme movimentação do sol se o vidro for automatizado com um sistema que regule a intensidade da cor do vidro de acordo com a luminosidade do lado de fora do ambiente essa luminosidade pode ser reduzida entre 2 e 20%. Ou seja, seu vidro trabalha sozinho para que seu ambiente sempre tenha uma iluminação confortável… isso é o futuro! Que já chegou!

Vidro Eletrocrômico

Esse vidro, apesar de controlar a luminosidade não tem um controle de calor tão bom quanto os vidros de proteção solar! (ainda!!)

Fotocrômico

Os vidros fotocrômicos são como aqueles que vemos em óculos de grau que se transformam em óculos de sol ao ter contato com os raios solares, eles modificam sua opacidade de acordo com a incidência de raios UV sobre eles. Porém são vidro que não são comercialmente interessante e vão continuar somente em pequenas peças de vidro como óculos.

vidro polarizado

Termocrômico

O vidro termocrômico é o mais avançado e ainda mais simples de todos! Ele simplesmente usa o calor (raios infravermelhos do sol) para alterar sua cor, quanto mais direto e intenso o sol bater, mais escuro o vidro fica. Sem corrente elétrica e sem gasto energético.

Isso permite uma grande economia em energia, já que o vidro se adapta e adapta também a iluminação do ambiente, permitindo que a luz do dia seja aproveitada ao máximo.

vidro polarizado

Apesar de não serem tão recentes, esses tipos de vidro já existem a pelo menos 5 anos, ainda não são muito difundidos por causa do alto custo! Até imagens legais são difíceis… Mas conforme as pesquisas avançam e os custos diminuem, esses excelentes vidros estarão em breve em muitos projetos por aí!

Tetos envidraçados!

Quando pensamos em luz natural, geralmente nos vem em mente janelas, janelões, fachadas envidraçadas… Mas hoje vou falar de tetos envidraçados, luz que vem de cima, através de tetos envidraçados.

No meu projeto final da faculdade de Arquitetura eu quis utilizar soluções em vidro no teto para poder aproveitar a luz natural e ventilação natural, meu projeto era muito horizontal e eu sentia que o interior do projeto precisava ter mais contato com o lado externo.

tetos envidraçados

Esse foi meu projeto de conclusão de curso… ainda bem que evoluímos com o tempo, certo? Rsss

Enfim, é que como falei dele precisava ilustrar…os circulos e o telhado cinza são aberturas na laje com fechamento em vidro. Esse projeto foi todo feito na experiência do usuário com o interior, por isso o exterior é tão caótico! Rsss

Abaixo uma imagem de um teto de vidro em uma cozinha, gosto muito da iluminação que a solução traz. Nessa imagem os vidros são fixos e com pelo menos 8mm de espessura e laminados (NBR 7199 – todo envidraçamento horizontal deve ser laminado para evitar acidentes em caso de quebra).

tetos envidraçados

Muita gente não gosta dessa solução porque acredita que junto com a luz, entra também o calor. Atualmente temos diversos tipos de vidro de proteção solar diminuem a partir de 30% o calor que entra no ambiente – existem soluções que diminuem em 83% o calor. Escolhemos o vidro de acordo com o projeto, sua incidência solar e o aspecto desejado tornando possível o uso de muito vidro, mesmo em países tropicais como o nosso.

Abaixo vemos outras maneiras de usar o “teto de vidro”, o uso dessa solução em corredores e escadas é ideal já que são ambientes de ligação e ajudam a espalhar a iluminação a outros cômodos.

tetos envidraçadosQuando utilizarmos essa solução em salas de TV e quartos devemos nos preocupar também com as pessoas que fazem uso desses cômodos e não vão querer luz em certos momentos, como no momento de ver um filme ou dormir. Então é bom pensar em um blecaute para o espaço, ele pode ser interno ou externo… Mas acho o interno melhor por vedar bem a luz e precisar de menos limpeza e manutenção.

tetos envidraçadostetos envidraçados

Existem diversas maneiras de utilizar aberturas zenitais (no teto), o projeto abaixo fica em Zamora na Espanha (Zamora Offices) e utiliza aberturas pequenas e redondas para trazer iluminação natural.

 tetos envidraçadostetos envidraçados

A casa abaixo levou ao extremo a idéia, por fora é uma caixa com estreitos rasgos horizontais, mas quando olhamos por dentro podemos ver que a iluminação vem toda lá do alto… todos os pisos e tetos são de vidro, o que torna o projeto muito diferente sem deixar de ser legal. Tudo bem que eu não moraria ai, mas realmente quebra paradigmas.

tetos envidraçadostetos envidraçados tetos envidraçadostetos envidraçados

Vertical Glass House – Xangai

Mas voltando à realidade, o teto de vidro pode ter diversos tipo de sustentação, função, acabamentos, inclinações (mínimo de 3%)… veja abaixo algumas opções:

Com estrutura toda em vidro trazendo a leveza, ou com estrutura metálica.

tetos envidraçadostetos envidraçados

Abaixo com estrutura bem discreta, que aparece somente na junção dos vidros e na parte mais baixa (viga metálica).
tetos envidraçados

Uma excelente solução é utilizar o teto de vidro em um solário, integrando teto e parede. O teto também é uma ótima maneira de iluminar o banheiro, se tiver uma banheira melhor ainda. Imagina tomar banho olhando as estrelas? Muito relaxante.

tetos envidraçadostetos envidraçados

A casa abaixo utilizou o teto de vidro na integração dos cômodos internos, ganhando muita iluminação natural e a sensação de ter um átrio em uma casa. Aqui o vidro laminado se apoia em perfis de alumínio e o caimento do vidro é bastante sutil mas dentro do indicado (mínimo de 3% de inclinação).

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Abaixo um banheiro bastante iluminado e com vidro acidato para manter a privacidade, já que o andar de cima é uma cobertura de convivência.

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O tetos de vidro também podem ser móveis para que possamos aproveitar a ventilação natural também. Abaixo podemos ver o teto todo retrátil, fechado e aberto. O ideal é que tetos retrateis sejam automatizados para facilitar o dia-a-dia, mas também podem ser manuais.

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Abaixo uma outra opção com apenas um caimento de águas, podemos ver que a estrutura corre sobre um trilho que além de orientar o movimento garante a fixação do sistema.

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O projeto abaixo deveria entrar na seção piscinas, mas também tem a função de trazer luz e integração entre os dois pavimentos. Aqui a estrutura é bastante reforçada por causa do peso da água além do peso do vidro, os vidros utilizados nessa piscina/teto de vidro é um vidro multilaminado e temperado para aguentar a pressão que a água faz sobre ele.

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Não podemos esquecer que todo teto de vidro deve ser laminado para evitar acidentes em caso de quebra.

Vidro laminado!

 

Que tal aprofundar o assunto: Vidro Laminado?

O vidro laminado surgiu em 1903, quando o químico francês Edouard Benedictus acidentalmente derrubou em seu laboratório um frasco de vidro envolvido por um plástico, o frasco quebrou mas seus cacos ficaram unidos no plástico e surgiu daí a idéia de fazer um vidro que ao quebrar não se desprendesse.

A primeira utilização do vidro laminado foi durante a Primeira Guerra mundial, em máscaras de gás evitando maiores acidentes aos soldados.

vidro laminado mascara de gás

O vidro laminado, é um vidro de segurança que deve ser utilizado em fachadas em vidro, guarda-corpos, pisos de vidro, coberturas em vidro, visores de aquário e visores de piscinas para garantir a segurança dos usuários, isso segundo a NBR 7199 – norma que regula a aplicação e uso desse vidro!

O que é a laminação?

Laminação é quando uma peça de vidro é colada a outra peça de vidro em definitivo por meio de um intercalante (pode ser o PVB, o EVA ou a Resina), é como um sanduíche onde o vidro seria o pão e o intercalante seria o recheio (não sei porque tenho mania de comparar com comida). Transformando um vidro comum em um vidro de segurança.

vidro laminado

(Apesar da imagem dizer PVB, o vidro pode ser laminado com EVA ou Resina)

vidro laminado

(Imagem da lateral de um vidro laminado)

A laminação com intercalante incolor não altera as características naturais ao vidro, como cor e transparência, mas traz benefícios como um melhor desempenho acústico para portas e janelas, redução de 99% na entrada dos raios UV (aqueles que desbotam as cores, ressecam a madeira e fazem mal a nossa pele!!) e o mais importante: SEGURANÇA!

Sim!! O vidro laminado é mais seguro porque em caso de quebra, os cacos do vidro ficam presos ao intercalante evitando maiores acidentes e mesmo depois do vidro quebrado ele mantém a barreira de vidro no lugar evitando o devassamento do vão e impedindo possíveis quedas pelo vão e que o vidro caia em cima de quem estiver passando.

vidro laminado

Nessa foto, vemos uma esquadria onde o vidro laminado foi instalado somente na porta. Essa fachada foi atingida por pedras, e podemos ver que o vidro laminado impediu a entrada da pedra e queda do vidro, já o vidro do lado esquerdo (comum – não laminado) caiu dentro do ambiente junto com a pedra além de deixar o vão aberto.

Aqui é bom lembrar que a esquadria também tem que aguentar a “porrada”!

O laminado tem a função de garantir a segurança e por isso tem o uso obrigatório em escada, tetos, pisos, fachadas, guarda-corpo e etc.

A laminação também pode ser feita com várias lâminas de vidro, nesse caso o vidro é denominado multilaminado. Esse tipo de laminado é utilizado em grandes aquários e visores de piscina, que necessitam de maior restência devido à pressão da água.

vidro laminado

Visor de piscina laminado com três peças de vidro para suportar a pressão

vidro laminado

Degraus em vidro com duas laminações – multilaminado

Os vidros bilndados também são feitos por multilaminação, mas para ser blindado a composição precisa OBRIGATÓRIAMENTE obedecer as rígidas regras do Exército Brasileiro (ele quem faz os testes com vários tipos de munição para saber qual laminado atende a qual calibre de arma), as laminadoras precisam da certificação do Exército para vender o vidro blindado.

Muitas beneficiadoras vendem o multilaminado como blindado, mas é bom ter certeza de que ela tem a certificação do Exército. A certificação garante que se você solicitar um vidro com determinado nível de proteção à impacto balístico você receba um vidro que atende essa proteção.

vidro laminado

Vidro blindado = multilaminado

Abaixo algumas imagens de vidros laminados aplicados na construção:

vidro laminado

Se quiser saber mais sobre as normas técnicas de vidro, eu fiz um resuminho fácil que você pode acessar por aqui! Espero ter esclarecido o que é o vidro laminado e suas funções! =)[:]

Vidros que iluminam e transformam ambientes!

Quando pensamos em projetos luminotécnicos (de iluminação), quase nunca pensamos em unir a iluminação com as diversas composições possíveis de vidro, mas saiba que ao juntar vidro e luz o resultado é um grande impacto visual e belos efeitos cênicos que tornam ambiente inesquecíveis.

Existem diversas maneiras de explorar essa técnica, pode ser na decoração de casa, pode ser para espaços comercias (como lojas, galerias, bares…) e também em fachadas (hotéis, museus, galerias…).

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Vidro impresso Saint Gobain Glass com iluminação LED – Casa Cor São Paulo 2011

Vidros que iluminam a decoração.

O uso desse tipo de iluminação em residências pode ser mais pontual e discreta, ou bastante marcada dando um ar bem cenográfico ao ambiente.

É bom lembrar, que é possível criar diversas cenas com a iluminação e que elas podem ser ligas individualmente ou simultaneamente, transformando o ambiente conforme as luzes são acesas/apagadas.

O mais comum é o uso em residências é de prateleiras em vidro com iluminação LED colorida ou incolor, em closets, armários e  móveis planejados.

Vidros que iluminamVidros que iluminam Vidros que iluminamVidros que iluminam

Existem também prateleiras com medidas padrão, que já vem com o LED embutido, prontas para receber o vidro de sua escolha. E podem ser colocadas em banheiros, ou qualquer outra parte da casa. – É possível encontrar na IdeiaGlass

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É legal pensar também em um ítem que ganhe destaque na decoração, como uma mesa de jantar ou até mesmo a mesa da cozinha, não dá nem vontade de colocar toalha de mesa para não esconder o charme!

Vidros que iluminam

Ou então usar em lugares mais escondidos como no banheiro para fazer cromoterapia no banho, é possível utilizar no box do chuveiro ou então em uma parede de vidro no fundo do box ou banheira.

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Para o box, é melhor utilizar vidros que tenham desenhos ou que sejam acidatos para que a luz seja captada em toda a extensão do vidro fazendo com que o efeito seja de estar envolto em luz.

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Mas é possível também ousar bastante na iluminação, e fazer  projetos arrojados com grande impacto visual e transformar a aparência de uma decoração sóbria como no projeto abaixo da cobertura triplex do Ritz-Carlton Residences em Tel Aviv. A escada por si só é bem minimalista mas quando as luzes se acendem ela se transforma, todo o vão é tomado por luz e o ambiente vira um show de cores.

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A residência abaixo, que fica em Ancara na Turquia, usou e abusou das luzes coloridas já que seu interior tem design bastante arrojado, a escada troca de cor conforme a escolha do usuário, ela pode ter uma cor só ou várias diferentes ao mesmo tempo.

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Vidros que iluminam espaços comerciais.

Para espaços comerciais, o céu é o limite já que a intenção quase sempre é a de chamar a atenção de clientes e se tornar memorável, para que o boca a boca traga mais e mais pessoas para frequentar o ambiente e consequentemente consumir o que você está ofertando.

Acredito que bares e boates deveriam utilizar esse recurso em muitos pontos, mas principalmente no bar. A iluminação pode matar ou destacar o ambiente, um bar bem sinalizado e iluminado faz com que os clientes encontrem facilmente o local de consumir e tenham vontade de retornar!

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A luz também pode ser usada em outras partes do bar para destacar bebidas, taças e etc. A imagem abaixo dá um exemplo de como o vidro iluminado pode ser utilizado.

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Ou que tal utilizar painéis de vidro que iluminam o ambiente e dão o tom do espaço, mais legal ainda se esse vidro puder ser visto de fora do estabelecimento chamando ainda mais atenção para aquele espaço.

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O Hotel e Spa Panorama que fica em Girona – Italia, investiu em espaços de banho e massagem com cromoterapia, tornando a experiência do usuário ainda mais completa. (Projeto executado pela empresa Espanhola Ledglass)

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A Clínica Vilar, em Barcelona, decidiu que sua característica mais marcante seria a decoração do espaço e com isso resolveu revestir a maior parte de suas paredes com vidros que iluminam cada ambiente com a cor escolhida. (Também executado pela espanhola Ledglass)

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Mais uma maneira de incorporar a técnica em interiores é iluminar o guarda corpo de escadas e mezaninos, essa idéia pode ser utilizada em restaurantes, bares, lojas e até mesmo em residências.

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Vidros que iluminam fachadas e destacam edifícios.

Você vê uma fachadas dessa e já imagina um edifício no mínimo diferente, afinal não é qualquer projeto que tem fachadas que podem ser enxergadas a quilômetros de distância, e que mudam de cor com a facilidade de um click em um botão.

vidros que iluminam vidros que iluminam

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Hotel Europa Splash em Barceloa e Hotel Summer também em Barcelona – por Ledglass.

O The Briggait Centre, situado em Glasgow na Escócia, tem em sua fachada painéis de vidro incolor com texturas opacas e se transforma de acordo com a cor da luz que é projetada em seu interior. O edifício chama muita atenção por estar ao lado de uma antiga estrutura que serviu como galpão por muitos anos.

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A fachada das lojas também podem receber esse tipo de solução, tanto em partes fixas quanto em partes móveis como a porta pivotante.

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A solução pode ser em toda a extensão da fachada ou somente em partes específicas… a criatividade é o limite.

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O clube de vela Nordwesthaus na Suiça, feito pelo escritório Baumschlager-Eberle, tem um belo efeito de iluminação proporcionado por 125 lâmpadas LED que geram uma sequencia de luzes nas cores verde, azul, amarelo, vermelho e branco.

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Posicionados estrategicamente, o s LEDs iluminam os elementos vazados, deixando à mostra na fachada de vidro a silhueta dos desenhos.

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À noite, a estrutura cúbica reflete na superfície do lago todo o brilho colorido de sua fachada, transformando o espelho de água em um painel de LEDs.

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Vidros que iluminam o esporte.

A ASB Glass Floor tem um sistema desenvolvido por eles para quadras poliesportivas que utiliza piso de vidro antiderrapante e ao invés de linhas pintadas no piso, as delimitações das quadras são feitas por luz de LED, parece coisa do futuro mas esse piso já foi aplicado em diversos lugares da Europa.

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As faixas de LED são posicionadas de acordo com o desenho que o esporte necessita, e pode ser alterado com um simples toque de botão, transformando uma quadra de basquete em uma quadra de vôlei, com a vantagem  que os jogadores nunca vão se confundir com outras quadras pintadas no mesmo espaço.

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O piso é elevado para absorver o impacto dos jogos, sem danificar o vidro.

O vidro utilizado tem textura diferenciada para garantir a característica de antiderrapante, ele é laminado para garantir a segurança dos usuários em caso de quebra e é incolor, o que dá a coloração da quadra é um papel translúcido colorido colocado logo abaixo do vidro e que pode ser facilmente trocado.

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Detalhe da textura antiderrapante do vidro laminado.

O sistema é extremamente resistente e durável, o primeiro teste foi em uma escola onde a quadra poliesportiva é muito utilizada, e 3 anos depois o sistema permanece impecável, mesmo com diversos usos diários. E com a vantagem de ser desmontável a qualquer momento, é possível adicionar novos pontos de LED para formar novos desenhos conforme a necessidade.

Gostou? Quer saber mais sobre esse sistema? Assista o video abaixo (em inglês).

Dicas para escolher bem o vidro que ilumina.

Se você está querendo utilizar a solução na sua casa ou empresa, fique atento pois o vidro incolor normal e o vidro que tem textura tem resultados diferentes quando aplicados.

A imagen abaixo ilustra bem a diferença entre um vidro liso e um vidro com padrão ou jateamento. O vidro liso capta a luz nas suas bordas, enquanto o centro permanece com aspecto normal, já o vidro com textura capta a luz na textura e nas bordas. A partir desse conceito é possível planejar a maneira que o vidro se comportará com a luz.

vidros que iluminam

 

Quando o vidro é colocado na horizontal (ex: mesas, prateleiras…) é legal que ele tenha uma espessura mais larga que o usual para que a iluminação chame atenção. Mas se o vidro for colocado na vertical (ex: guarda corpo, box, painéis…) a espessura pode ser a usual, já que não vai aparecer e nem interferir na propagação da luz.

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vidros que iluminam

*O ideal como em qualquer projeto luminotécnico, é que o planejamento seja feito antes da reforma/construção já que a iluminação precisa de pontos de energia embutidos na parede.

Vidro resistente ao fogo!

O projeto de edifícios no Brasil exige que haja uma rota de fuga em caso de incêndio, as escadas de incêndio são um exemplo dessa rota. O que essa rota tem de especial é que os materiais que a envolvem são resistentes ao fogo por pelo menos 2 horas.

O problema da rota é que geralmente é feita de alvenaria e portas de metal, o que não as deixa esteticamente interessantes.

Você sabia que existe vidro resistente ao fogo? Pois é, esse vidro existe e pode ser utilizado em rotas de fuga de incêndio em edifícios, unindo a segurança e a estética.

vidro resistente ao fogo vidro resistente ao fogo

Projeto University Center em Nova Iorque – Vidros Pilkington Pyrostop

Existem duas classificações internacionais de vidro resistente ao fogo, a classificação E (Estabilidade) que é conferida a vidros que impedem a passagem do fogo e dos gases formados pelo incêndio por um determinado período de tempo e a classificação EI (Estabilidade e Isolamento) que é dada a vidros que  além de impedir a passagem das chamas e dos gases também garante o isolamento de grande quantidade do calor por um determinado período de tempo.

Aqui no brasil classificamos como antichamas (E) e corta-fogo (EI), porém esse vidros ainda não são fabricados no Brasil já que a demanda ainda é muito baixa e não há normas brasileiras que regularizam o uso desse tipo de solução. Apesar disso, uma instituição financeira de São Paulo conseguiu homologar as portas de vidro resistente ao fogo do projeto junto ao corpo de bombeiros.

vidro resistente ao fogo

O antichamas é um vidro borossilicato temperado (que contém boro na composição), – também utilizado em lareiras (falei sobre elas aqui) – o boro dá a característica de resistência à altas temperaturas. O vidro borossilicato começa a amolecer em torno dos 821°C já o vidro comum amolece a 550°C. Ele geralmente é utilizado monolítico (uma única chapa de vidro) mas também pode ser laminado para evitar estilhaços em caso de quebra. O vidro pode ter espessura entre 5 e 12mm e suporta o fogo por um período de tempo que pode ser de 30, 60, 90 ou 120 minutos, tempo suficiente para a evacuação do edifício.

Vidro resistente ao fogo

O vidro corta-chamas é formado por no mínimo duas lâminas do vidro borossilicato temperado, o intercalante que une esses vidros é um gel intumescente (que se dilata em contato com o fogo e não é inflamável), a quantidade de lâminas de vidro e de intercalante fazem a diferença no tempo de resistência ao fogo que a solução tem. Apesar de barrar o calor das chamas, o vidro se aquece com o fogo, mas não o suficiente para por em rico a integridade do ambiente de fuga dos usuários do edifício. O vidro pode ter diversas espessuras já que pode ser multilaminado e suporta o fogo por um período de tempo que pode ser de 15, 30, 60, 90 ou 120 minutos, dependendo da quantidade de lâminas.

Teste de resistência ao fogo
Teste de resistência ao fogo

A imagem abaixo mostra o teste depois de um tempo, isso que nós vemos de cor branca é o gel intumescente reagindo com o fogo, ele perde água com o calor e se expande e quando expande ele fica com essa coloração leitosa.

vidro resistente ao fogo

Como podemos notar nas imagens para que a solução funcione perfeitamente é necessário que a a esquadria e todos os materiais utilizados na instalação dos vidros também tenham a característica de resistência ao fogo pelo mesmo tempo que o vidro. É importante testar um protótipo autorizado e aprovação do corpo de bombeiros.

Mas é muito bom saber que há opções esteticamente interessantes para projetos ousados, e o vidro permite uma perfeita integração com qualquer tipo de material.

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Aqui é possível achar o vidro pela Glassec que fornece os vidros da fabricante Schott.

Observação sobre lareiras:

Apesar do vidro antichamas ser apropriado para lidar com fogo, ele não é a melhor opção para uso em lareiras já que o tempo de “vida útil” dele é pequeno. O ideal é o vitrocerâmico, que aceita grandes variações de temperatura e tem uma vida útil de aproximadamente 5 mil horas à uma temperatura de 560°C (Robax da Schott).