Vidro transforma casa dos anos 60!

O studio americano MW Works transformou essa casa em Seattle, que é de meados dos anos 60, com uma reforma onde diversas paredes forram derrubadas e foram substituídas por vidro criando um layout mais aberto e integrando os jardins à casa.

American studio MW Works has knocked down walls and added glazing in this 1960s home in Seattle, to create a more open layout and connecting inside and outdoors.

vidro tranforma casa dos anos 60

Essa linda residência de 800 m2 foi compra por um jovem casal com dois filhos pequenos e que quiseram reformá-la para que atendesse ao estilo de vida deles.

This beautiful 800-square-foot residence was purchased by a young couple with two small children, who wanted it renovated to suit their lifestyle.

vidro tranforma casa dos anos 60

“A disposição dos ambientes da casa era muito boa, porém os ambientes eram muito delimitados para comportar o dia-a-dia dos novos proprietários”, diz a MW Works.

“The layout of the home was very well considered, but the character and flow between spaces wasn’t a good fit for the daily patterns of the new owners,” said MW Works.

vidro tranforma casa dos anos 60

Aqui a parede deu espaço para uma esquadria em alumínio com pintura que imita madeira, com vidro incolor temperado. A vantagem de usar esquadria em alumínio é a durabilidade, a madeira requer diversos cuidados e manutenção que o alumínio não precisa.

Here the previous wall made room for an aluminum frame with colorless tempered glass, the frame has paint that imitates wood. The advantage of using aluminum frames is durability, wood requires a lot of care and maintenance that aluminum does not need.

vidro tranforma casa dos anos 60

 Até mesmo o banheiro ganhou uma clarabóia que rasga o teto de fora a fora, o que permite ver o céu e garante muita iluminação natural. No caso de clarabóias, o vidro deve ser sempre laminado!

Even the bathroom has gained a skylight that rips the ceiling across the room, allowing to see the sky and ensuring plenty of natural light. In the case of skylights, the glass should always be laminated!

vidro tranforma casa dos anos 60

Espaços que antes tinham apenas janelas comuns de tamanho padrão, receberam grandes panos de vidro de piso ao teto para que o jardim fosse visto em todas as áreas de circulação e convívio.

Spaces that once had single-pane windows,  had walls replaced with glass apertures that stretch from floor to ceiling so openings around the courtyard, circulation paths and informal spaces can be linked with the courtyard.

vidro tranforma casa dos anos 60

O escritório também re-concebeu a cozinha, que anteriormente tinha paredes que faziam a divisão entre ela e a sala de jantar e a isolava das áreas de convivência. Mas mesmo com a limitação estrutural da casa, foi possível derrubar paredes e abrir a cozinha para a casa e para o exterior, permitindo uma transição contínua entre as áreas.

The studio also re-conceived the kitchen, which formerly was walled off from the dining area and isolated from other living zones. Through limited structural modifications, the team was able to open up the kitchen, providing seamless transitions to the dining and living rooms, as well as the backyard.

vidro tranforma casa dos anos 60

Esse projeto nos mostra como aberturas maiores modificam a interação entre ambientes e a ampliação de espaços com o uso do vidro.

Para ver outros exemplos, dá uma olhada nos links ali no lado direito da tela e veja outras possibilidades do vidro na arquitetura!

This project shows us how larger openings modify the interaction between environments and the enlargement of spaces with the use of glass.

To see other examples, take a look at the links there on the right side of the screen and see other possibilities of glass in the architecture!

Tijolos de vidro, muito mais do que uma loja Chanel

Você precisa ver a “Maison de cristal” da Chanel, em Amstrdã! Eu só posso dizer que o Studio MVRDV se superou com esse projeto, talvez porque eu goste de projetos em vidro mas principalmente porque eles levaram os tijolos de vidro a um outro nível!

Crystal House

A Crystal House que abriga a loja Chanel, tem os dois primeiros pavimentos inteiramente transparentes, e o efeito foi alcançado por tijolos de vidro – feitos com tecnologia pioneira, exclusivamente para o projeto – molduras das janelas em vidro e vigas em vidro, porém a arquitetura manteve íntegro o caráter histórico da rua comercial de Amsterdã, a PC Hooststraat, replicando as fachadas existentes do século XIX.

Tijolos de vidro

A partir do final do segundo pavimento, os tijolos de vidro se misturam com os tijolos tradicionais de cerâmica, a impressão é que os tijolos terracota flutuam na fachada.

Tijolos de vidro

Acredito que esse seja um grande e valioso avanço no uso de vidro para a construção como elemento estrutural, um grande passo para o vidro na arquitetura, um sistema pioneiro e sustentável!!

Tijolos de vidro

O vidro é um material 100% reciclável, e por isso todos os componentes de vidro que foram usados para testes voltaram a ser derretidos e moldados e estão compondo a fachada. E a mesma lógica pode ser aplicada na fachada inteira, quando o edifício chegar ao fim da sua vida útil, todos os elementos de vidro podem ser reciclados e reutilizados em outra obra.

Tijolos de vidro

A fachada de vidro além de impressionantemente elegante e única precisa ser forte e segura. Por ser a primeira obra deste tipo, uma extensiva pesquisa foi feita nos laboratórios da Delf University e supervisionada pelo professor Rob Nijsse, além disso vários teste foram feitos exaustivamente para garantir o desempenho físico e estrutural do projeto.

Tijolos de vidroTijolos de vidro

Os tijolos foram moldados e lapidados um a um pela indústria de vidros Poesia, eles foram testados exaustivamente até resultarem nas peças finais aplicadas na construção.

Tijolos de vidro

Outro ponto importante estudado foi a estabilidade da solução em relação à colagem das peças – vidro é colado com um produto especificamente desenvolvido para o projeto e isso foi testado como um todo.

Tijolos de vidro

Depois de muitos testes, uma cola transparente de alta fixação foi desenvolvida pela indústria alemã Delo Industrial Adhesives, muito similar a cola UV que utilizamos em colagens aqui no Brasil, onde a cura é feita com uma lâmpada UV, porém as características são diferentes e específicas para a a estrura. Tijolos de vidro

Entre 6 e 10 especialistas trabalharam durante um ano na concepção e desenvolvimento dos elementos de vidro da fachada, o processo envolveu lasers de alta tecnologia, grandes lâmpadas UV e leite – a baixa transparência do líquido foi de grande ajuda no nivelamento dos primeiros tijolos da base. Devido à delicadeza do material foi necessário um elevado nível de precisão e habilidade e a equipe de desenvolvimento técnico esteve no local durante todo o processo de construção.

Tijolos de vidro

A fachada foi tão bem pensada, que inclusive em caso de necessidade há um protocolo existente para a troca individual de tijolos que por acaso tenham sido danificados.

Resistência

Apesar da aparência frágil, os ensaios e testes de esforço foram realizados pelos pesquisadores da Delf University, mostraram que os tijolos de vidro têm em diversos aspectos mais resistência do que o concreto! Um exemplo é a viga de sustentação toda em vidro, que suporta uma força de até 42.000 Newtons, o que equivale a algo em torno de 4.300kg.

Tijolos de vidro

Além disso a parede de tijolos de vidro se mostrou 10 vezes mais resistente que uma parede de tijolos cerâmicos, segundo os estudos essa fachada pode suportar “sem grandes danos um ataque com golpes de marreta ou mesmo uma manada de elefantes”.

Resumindo!

O vídeo à seguir mostra o processo construtivo da Crystal House, ele só tem 3 minutos de duração (feito em time-lapse) e mostra desde a moldagem e lapidação das peças de vidro até a finalização da fachada! Vale a pena ver!

Vídeo por Robert Jan Westdijk 

O Studio MVRDV realizou esse projeto com a colaboração de pesquisadores da Delf University of Technology, a empresa de engenharia com especialidade em vidros ABT e a construtora Wessels Zeist, os três Holandeses. Já a fabricação dos tijolos foi feita por uma indústria de vidros italiana chamada Poesia.

Tijolos de vidro

Esse projeto trouxe um avanço espetacular para construções em vidro e isso me deixa muito animada! Estou curiosíssima para saber sobre dados de transmissão de luz e temperatura. Afinal essa solução já superou tantas expectativas…

Tipos de vidro laminado

Algo que nos deixa em dúvida sobre vidro na hora de escolher um laminado são os tipos de vidro laminado. Qual é melhor? Quais as vantagens e desvantagens? Quais atendem às normas?

Vou explicar sobre os tipos de laminados, dizendo as diferenças entre eles e as vantagens e desvantagens de cada um. (Se você está lendo esse post e não sabe o que é vidro laminado, acessa esse post aqui primeiro)

Resumindo: o vidro laminado é composto por duas ou mais lâminas de vidro, onde o intercalante (que une as lâminas de vidro) é formado por o polivinil butiral (PVB), resina, ou EVA e aglutina os estilhaços quando o vidro é quebrado, impedindo a fragmentação.

Ele também melhora o desempenho acústico do vão e barra mais de 90% dos raios UV.

Tipos de vidro laminado…

Vidro laminado com EVA:

É um processo relativamente novo (no Brasil desde 2003), mas que vem conquistando espaço no mercado por sua facilidade de aplicação. Ele permite para os processadores do vidro menos perda de material no processo e menor consumo de energia, o que acaba refletindo no preço final da peça, já que você pode fazer uma otimização de peças.

O maquinário para esse tipo de laminação também tem menor custo do que o tradicional maquinário de PVB (de 3 a 10 vezes mais barato), além de ocupar um menor espaço físico para o processo (20m² contra 200m²). Por isso muitos processadores estão preferindo esse tipo de laminação.

O EVA (etileno-vinil-acetato) é visualmente como o PVB (incolor e translúcido), e os dois possuem a mesma espessura (0,38mm) e  podendo ser colorido.

tipos de vidro laminado

Vantagem: Não produz sobras de vidro e gasta muito menos energia. Ótima aceitação também no mercado de decoração por permitir laminar pequenas peças com custo competitivo e inserir tecidos, papéis, fotos, ou folhas por exemplo. (Inclusive o vidro curvo)

Desvantagem: A quantidade de produção é inferior à produzida em PVB (que faz 2000m² por dia enquanto o EVA produz até 500m² por dia).

Como é feita a laminação:

  1. Se o Vidro precisar ser temperado, isso deve ser feito antes da laminação (no vídeo abaixo eles mostram o vidro entrando e saindo da têmpera);
  2. O primeiro vidro é colocado em uma mesa, onde o filme de EVA é colocado por cima dele e em seguida o segundo vidro é colocado por cima do EVA;
  3. O filme de EVA é cortado rente às bordas dos vidros;
  4. A composição é colocada em uma das gavetas do forno de EVA e em seguida ela é fechada com uma manta de silicone próprio que gera vácuo nas peças;
  5. Em seguida a gaveta é colocada dentro do forno;
  6. O processo dura três horas e chega à temperatura máxima de 120 graus centígrados;
  7. O vidro é retirado do forno e está pronto.

Curiosidade: A laminação EVA também é utilizada em vidros eletronicamente opacados.

Certificação: Yveraldo Gusmão, diretor da Gusmão Representações, pioneiro na introdução desse equipamento no País, solicitou uma certificação de impacto, luz e umidade no Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ). Agora o laminado com EVA está certificado na Europa, nos Estados Unidos e no Brasil quanto à sua segurança e qualidade.

Fabricantes: Um dos fornecedores de EVA do Brasil é a Bridgestone, marca japonesa que agregou bastante confiança ao produto, e há diversos fornecedores chineses também de alta qualidade.

Vidro laminado com Resina:

A laminação com resina é o processo mais antigo no mercado e de aplicação simples no vidro. A simplicidade de execução dispensa grandes e custosos maquinários, e o principio é o mesmo onde um produto é aplicado entre duas chapas de vidro e tem o papel de reter os cacos em caso de quebra.

A resina assim como o EVA permite a otimização dos vidros, evitando o desperdício de material. O processo necessita somente de 70 m² e não exige gastos adicionais de energia elétrica, o que faz da resina o processo mais econômico.

Há dois tipos de resina no mercado atualmente, as de base acrílica que têm sua cura em uma mesa com lâmpadas de UV e as de base de poliéster que são curadas em uma mesa de descanso com temperatura média de 25 a 30 graus. A grande diferença está no tempo de cura da resina, e na elasticidade do intercalante depois de pronto. A resina com base de poliéster resulta em uma camada mais flexível, que tem um desempenho acústico melhor e é apropriado para lugares com alta vibração (como barcos, trens…).

tipos de vidro laminadotipos de vidro laminado

A resina também pode ser pigmentada, o que permite diversas cores e aspectos finais assim como o PVB e o EVA.

Vantagens: Baixíssimo gasto de energia e não produz sobras de vidro. Também excelente para uso em peças pequenas e pequeno volume de laminação.

Permite a combinação de vidros com espessuras com diferença maior que 2mm.

Por ter uma espessura maior que o PVB e o EVA, a resina é mais resistente a impactos.

Desvantagens: A capacidade de produção é bem baixa, já que cada peça deve ser resinada manualmente uma a uma.

A espessura do intercalante é maior em comparação ao PVB e EVA.

Como é feita a laminação:

  1. Se o Vidro precisar ser temperado, isso deve ser feito antes da laminação;
  2. Os vidros são limpos com produto próprio e logo em seguida secos com pano limpo (que não solta fiapo, fio…);
  3. Em seguida a fita que dá o distanciamento correto entre as peças é colada nas pontas dos vidros;
  4. Os vidro são sobrepostos e posicionados com o correto alinhamento;
  5. A proteção da fita adesiva é retirada para que o vidro de cima cole nela também, exceto de uma lateral do vidro por onde a resina será colocada;
  6. Uma espécie de pá-funil é inserida entre os dois vidro na lateral onde a fita não foi colada no segundo vidro e através dela a resina vai sendo derramada entre os vidros;
  7. Quando a resina atinge uma certa altura o vidro é deitado para que ela se espalhe por todo o espaço faltante e a proteção da fita adesiva é retirada para que o vidro feche a passagem antes aberta;
  8. Por ultimo as bolhas de ar são retiradas por seringas e os espaços são vedados com cola neutra ou silicone neutro.
  9. A partir daí são 8 horas à 24 horas para a cura da resina de base de poliéster, e 15 a 20 minutos para a resina com base acrílica (na mesa com lâmpadas UV).

Obs: No vídeo a resina é branca pois foi adicionado um pigmento e o aspecto final desejado é o branco leitoso.

Curiosidade: Por ter uma espessura maior, ela é mais resistente à impactos e favorece a produção de vidros blindados.

Certificação: Não encontrei nada sobre a certificação da resina, mas sei que há um grande movimento do setor vidreiro junto com a ABNT para normatizar a laminação com resina. O texto da NBR 7199 foi revisado e encaminhado à consulta nacional.

Fabricantes: Há alguns fabricantes de resina aqui no Brasil e os mais utilizados são a Foster’s (resina com base de poliéster conhecida como Fosterglass), a Effectus (resina com base de poliéster conhecida como Astrocure), a Cytec (resina com base acrílica conhecida como Uvekol) e a Kommerling (resina com base acrílica conhecida como Kodiguard).

Vidro laminado com PVB:

A laminação com PVB (Polivinil Butiral) é a mais utilizada no mercado, ela é responsável por cerca de 85% de todo o vidro laminado do Brasil, ele é composto por resina, plastificantes e outros materiais. Há um único fabricante de PVB instalado no Brasil, porém a variedade de produtos é muito grande. Desde cores até PVB de alto desempenho acústico.

tipos de vidro laminado

Ela é feita em chapas, geralmente de 3,21×2,20m ou 3,21×2,40m mas também pode ser feita em chapa jumbo de 3,21×6,00m, e o corte das peças é feito após a laminação, o que agiliza muito o processo porém aumenta a perda de material. É possível laminar peças menores que o tamanho da chapa tradicional e laminar peças já cortadas na dimensão final (caso de vidros temperados antes da laminação), mas não é economicamente interessante ligar a linha somente para pequenas peças.

Com a laminação em chapas é preciso ter um cuidado maior no armazenamento das mesmas para que não haja contato com materiais que possam danificar as superfícies e bordas, para que não haja arranhões nem quebra, já que ficam mais tempo paradas na indústria.

tipos de vidro laminado

Vantagem: Grandes volumes de vidros podem ser laminados de uma única vez, é amplamente requisitada no mercado pela confiança.

Também tem grande variedade de cores e acabamentos.

Barra 99,9% dos raios UV que queimam móveis e desbotam cortinas e tapetes.

Desvantagem: Não vale a pena ligar a linha de PVB para laminar poucas peças.

Não permite a combinação de vidros com espessuras com diferença maior que 2mm.

Custo dos maquinários e espaço que eles necessitam.

Como é feita a laminação:

  1. Se o Vidro precisar ser temperado, isso deve ser feito antes da laminação;
  2. É feita a lavagem e secagem das chapas de vidro com cuidado para que não haja nenhuma sujeira;
  3. O PVB é aplicado entre os vidros, e a composição é levada para a calandra onde há uma pré-colagem (onde acontece a retirada do ar e pré-selagem das bordas através de calor e compressão);
  4. Em seguida a composição é colocada na autoclave, que funciona como uma panela de pressão gigante, com temperatura e pressão elevada, onde finaliza a colagem e a retirada do ar residual.
  5. O vidro então está pronto para ser cortado (se não foi temperado);

Curiosidade: Existe o PVB acústico, que melhora em torno de 50% o som percebido (claro que isso depende da composição do vidro também, se além de laminado ele é insulado, o tipo de esquadria).

Existe também um PVB cem vezes mais rígido e 5 vezes mais resistente chamado SentryGlass, ele foi amplamente utilizado nos vidros dos estádios feitos para a copa de 2014 já que atende às normas específicas de rigidez e resistência.

Certificação: O PVB é o intercalante mais certificado entre os três, talvez pela maior demanda existem diversos testes realizados, há inclusive vídeos na internet que mostram testes de esforço e impacto dos vidros laminados com esse intercalante.

Fabricantes: A única fabricante de PVB instalada no Brasil é a Solutia (Eastman), que conta com a linha Saflex e a linha Vanceva com muiiiitas cores!

Conclusão

Dentre os tipos de vidro laminado, é difícil dizer qual o melhor. Cada um cabe à um tipo de aplicação e ao preço que você está disposto a investir.

O importante é pesquisar sobre o local que você vai comprar e saber se os produtos dessa vidraçaria ou processadora são de qualidade, os intercalantes são bons e seguros contanto que feitos da maneira adequada.

Espero que essas informações tenham sido úteis!!

Obs.: O vidro laminado não é sinônimo de vidro colorido ok? Eu coloquei imagens de vidros coloridos para ilustrar as possibilidades de cores ALÉM do incolor. 😉

Vidro que evita a colisão de pássaros

Você sabia que existe vidro que evita a colisão de pássaros?! Existe sim!!

Fato…

Cada vez mais e mais prédios vêm adotando recursos para evitar a colisão de pássaros com a fachada, já que de acordo com a “American Bird Conservancy”, só nos EUA cerca de 1 bilhão de pássaros morrem a cada ano por colidirem com vidros de edifícios.

Vidro que evita a colisão de passáros

Essa é uma grande discussão em torno da arquitetura de edifícios que levam vidro em suas fachadas, e para prevenir esses acidentes, o mais importante é criar barreiras visuais para que os pássaros passem a “enxergar” a ilusão formada pelos vidros, que refletem o céu dando a impressão de continuidade do espaço aéreo.

A preocupação é mundial.

O vídeo abaixo está em inglês (não achei nenhum em português ou legendado, desculpem!!), mas mostra um cuidadoso estudo feito nos Estados Unidos com pássaros selvagens para ver a reação deles em relação a diversos padrões em vidros, para entender o que eles evitavam.

Segundo o estudo, os pássaros evitam padrões com listras verticais com até 10 cm de distância entre as linhas (alguma semelhança com gaiolas?), e para listras horizontais ele só evitam padrões com até 5 cm de distância entre as listras se a distância for maior eles tentam voar por entre as linhas.Vidro que evita a colisão de passáros

Acima o túnel utilizado para o teste onde dois vidros são colocados um ao lado do outro, um com padrão no vidro e outro sem padrão algum. À frente do vidro há uma tela de tecido (parecido com uma teia de aranha) que evita que o passáro colida com o vidro durante o experimento, a intenção aqui é somente testar a reação do pássaro.

Já existe vidro que evita a colisão de pássaros?

Abaixo, Centro de Visitantes do Brooklyn Botanical Gardens, nos Estados Unidos incorporou padrões verticais que passam o sinal de barreira para os pássaros. Foi feita uma serigrafia (desenho com esmalte cerâmico) no vidro de acordo com o padrão escolhido.

vidro que evita a colisão de pássaros

É possível usar película ou serigrafia com padrões e desenhos que mostrem aos pássaros que há algo ali, e há os mais variados tipos de padrões, veja alguns abaixo:

Vidro que evita a colisão de passárosVidro que evita a colisão de passáros

Aposto que você pensou que o padrão é “feinho”, mas os edifícios abaixo mostram que a criatividade transforma a solução em obra de arte!

Vidro que evita a colisão de passárosVidro que evita a colisão de passáros

O vidro fosco também é uma maneira legal de evitar a colisão de pássaros e traz luminosidade natural para o edifício, mantendo a privacidade. O projeto abaixo demonstra como essa solução também fica muito bonita.

Vidro que evita a colisão de passáros

Vidro que evita a colisão de pássaros com tecnologia!

Ah mas você gostaria de uma solução que não influenciasse na fachada né? Tudo bem!! A Arnold Glass criou uma solução sensacional, o vidro chamado Ornilux.

O que para nós parece um vidro incolor comum, para o pássaro a visão é de uma teia de aranha! Legal né? Os testes realizados com esse vidro junto com a American Bird Conservancy, demostraram uma queda de 75% no número de colisões de pássaros (é que vidros refletivos diminuem a visibilidade do padrão).Vidro que evita a colisão de passáros

Esse vidro tem uma camada que reflete raios UV com um padrão que se assemelha à uma teia, esse desenho faz com que os pássaros vejam a teia mas que o vidro continue transparente aos nossos olhos. É que os pássaros conseguem enxergar níveis de raios UV que não são tão visíveis para os humanos. Abaixo a imagem demonstra perfeitamente como é o aspecto do vidro!

Vidro que evita a colisão de passáros

O vidro Ornilux foi lançado na Alemanha em 2006 e em 2009 teve melhorias em seu desempenho, apesar da solução ser excelente esse vidro ainda não está disponível no Brasil, provavelmente pela falta de exigências bird-friendly em construções… Mas isso é questão de tempo!

Vidro que evita a colisão de passáros

 

Vidro e sustentabilidade!

Você sabia que vidro e sustentabilidade tem tudo a ver? Apesar de não ser biodegradável, o vidro é 100% reciclável, isso quer dizer que o vidro pode ser reciclado infinitamente sem perder qualidade ou pureza no processo. Ou seja, 1kg de vidro se torna 1kg de vidro igual ao anterior sem poluição par ao meio ambiente. Isso não é lindo?

vidro e sustentabilidade

Aliás, como já falei nesse post, toda a fabricação de novos vidros leva cacos de vidro porque isso ajuda a reduzir a temperatura necessária para fundir a massa, economizando a quantidade de energia e água gastas no processo e diminui a retirada de matéria prima da natureza.

A energia utilizada para a fusão do vidro no processo produtivo é proveniente do gás natural, por ser uma matriz energética menos poluente.

O Brasil produz em média 900 mil toneladas de embalagens de vidro por ano, deste total ¼ da matéria prima é proveniente de matéria reciclada em forma de caco. A cada 10% de caco de vidro utilizado na mistura, economiza-se 4% da energia necessária para a fusão nos fornos industriais e reduz 9,5% do consumo de água.

Vidros planos são ainda mais sustentáveis

Vidros planos utilizados na construção civil são ainda mais sustentáveis e vou te dizer porque! Quantas vezes você já trocou os vidros da sua casa? E no seu trabalho, quantas vezes o vidro foi substituído por outro?

vidro e sustentabilidae

Só trocamos um vidro em caso de quebra ou em caso de reforma, mas sabemos que isso são coisas que acontecem com baixíssima freqüência (na normalidade). A durabilidade do vidro também faz dele um produto sustentável!

Não há informações sobre a vida útil dos vidros nas construções, mas como o vidro não se deteriora, enquanto estiver inteiro ele permanece na construção, aqui no meu prédio o vidro é mais velho que eu e deve ter pelo menos uns 40 anos. Pasmem!

Economia de energia

O vidro quando bem aplicado na arquitetura, ilumina naturalmente o ambiente e diminui o gasto com iluminação artificial, economizando recursos naturais! E quando eu digo bem aplicado, quero dizer que construções que não tem acompanhamento de um arquiteto podem ter janelas menores do que o necessário para iluminar e ventilar o ambiente!

vidros e sustentabilidadevidros e sustentabilidade

Se o vidro for de proteção solar (falei sobre proteção solar aqui) melhor ainda, os vidros de proteção solar reduzem significativamente o calor do sol que entra nas construções e isso reduz também o uso do ar-condicionado, reduzindo o gasto de energia.

Isso é muito visível em grandes edifícios comercias que usam ar-condicionado o dia todo mas também é bastante significativo para residências com muito uso de ar-condicionado, utilizar vidro de proteção solar com um bom desempenho reduz o gasto com ar-condicionado em 30% ao ano. – O que isso quer dizer é que o vidro de proteção solar se paga com a economia que faz! Então pense bem na hora de escolher seu vidro, saiba os benefícios que ele vai te trazer e não pense só no custo, afinal o gasto com vidros é somente 3% da construção. 

vidros e sustentabilidadevidros e sustentabilidade

A Vivix

A Vivix é uma fabricante de vidros brasileira e merece ser destaca aqui pela preocupação que tem em relação à preocupação com a gestão ambiental. A fábrica utiliza em seu processo produtivo a tecnologia L.E.M.™ (Low Energy Melter™), inédita no Brasil, que permite uma maior eficiência energética e a redução da emissão de gases de efeito estufa, em comparação com a média mundial das indústrias de vidros planos.

vidros e sustentabilidade

Tirando o forno de fusão, as demais etapas do processo produtivo e iluminação geral da fábrica consomem energia elétrica proveniente de fontes renováveis, como as oriundas de PCH´s e usinas de açúcar e álcool.

Os espelhos não eram reciclados pelas fábricas por causa da prata que não desprende do vidro, porém em uma palestra ontem a representante da Vivix disse que a mesma adotou um sistema de reciclagem de espelhos na fábrica em Pernambuco onde é possível fazer a reciclagem dos espelhos retirando quimicamente a prata do vidro. Ponto pra sustentabilidade!

Projetos

Podem ficar tranquilos ao colocar vidros em seus projetos, ele é um material sustentável e cheio de benefícios para o resultado final do ambiente!

Continuem criando e inovando com o vidro e agora com a consciência leve, sabendo que é um material eco-friendly. Está procurando idéias? Clique nas imagens abaixo e elas te levarão a postagens anteriores super interessantes!

vidros sustentáveisvidros e sustentabilidadevidros e sustentabilidadevidros e sustentabilidadevidros e sustentabilidadevidros e sustentabilidade

Espero que tenham gostado de saber dessa peculiaridade do vidro! Até a próxima!

Nova fachada de vidro transforma casa de 40 anos!

O poder de uma fachada de vidro refletivo.

Fachada de vidro transforma casa de 40 anos de idade! A Craft Arquitectos solucionou a reforma de uma casa em Naucalpan, no México, com uma fachada dupla em vidro de proteção solar, mantendo a arquitetura original e ao mesmo tempo criando varandas protegidas dos olhares de fora do projeto.

Fachada de vidro transforma casa

Como a idéia era manter a arquitetura original da residência e fazer algumas mudanças para acomodar os novos moradores, o escritório optou por criar uma segunda fachada à frente da fachada original. Abaixo é possível ver a relação entre as duas fachadas.

Fachada de vidro transforma casa

Ao mesmo tempo a nova fachada precisava trazer mais privacidade aos moradores e fazer uma transição entre o privado e o público, já que nessa fachada há varandas que ficam de frente para uma avenida bastante movimentada e o vidro incolor foi utilizado amplamente na fachada original.

Fachada de vidro transforma casa

Abaixo uma ilustração de como a casa foi envelopada por outra fachada mas somente nas elevações que ficam de frente para a via já que fazem parte da fachada sul que recebe excesso de calor vindo do sol durante o verão, a parte posterior da fachada permaneceu da forma que sempre foi.

Fachada de vidro transforma casa

 

As vantagens de ter uma fachada em vidro refletivo vão além da privacidade já que esse tipo de vidro sempre traz em si a proteção solar e a redução da luminosidade, reduzindo significativamente o calor que vem de fora do edifício e o ofuscamento causado pela luz do sol (possibilitando não utilizar cortinas nas janelas). A foto abaixo mostra perfeitamente o quão agradável um ambiente fica sem o ofuscamento do sol, já que podemos ver a diferença entre o sol que passa pelo vidro e o que passa pelos vãos da fachada.

Fachada de vidro transforma casa Fachada de vidro transforma casa

A nova fachada de vidro foi contemplada com aberturas que permitem a circulação natural do vento sem comprometer a ventilação no interior do projeto, o vidro de proteção escolhido para essa fachada é um vidro laminado na cor bronze, a pele de vidro é fixada por uma estrutura metálica na cor chumbo.

Fachada de vidro transforma casa Fachada de vidro transforma casa

Fachada de vidro transforma casa Fachada de vidro transforma casa

No interior do projeto o vidro foi utilizado para contrabalancear com as novas vigas metálicas que as escadas e nova passarela receberam, elas dão acesso à cobertura que o projeto ganhou.

As escadas e rampa têm guarda corpo em vidro incolor laminado de 12mm, totalmente embutido no sistema e sem corrimão, dando leveza e trazendo modernidade ao interior da residência.

Fachada de vidro transforma casa Fachada de vidro transforma casa

O efeito final dessa residência é uma óbvia revitalização do espaço mantendo as características originais, mas a fachada envidraçada trouxe um ar moderno, além de ser extremamente funcional.

Fachada de vidro transforma casa

{ Os vidros que compõe a arquitetura do Eataly São Paulo }

Os vidros que compõe a arquitetura do Eataly.

Foi inaugurado no dia 19 de Maio em São Paulo – no número 1489 da Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, no Itaim – o Eataly!

Para os fãs da gastronomia italiana, a mistura de shopping e galpão com três pavimentos é um parque de diversões.

os vidros do eataly

Os sócios Bernardo Ouro Preto e Victor Leal (grupo St Marche) alugaram um terreno no Itaim para erguer o prédio de três pavimentos e dois subsolos, onde antes funcionava uma concessionária. O projeto e desenvolvimento da planta foi feito totalmente na Itália pelo arquiteto Carlo Piglione.

Com arquitetura moderna, o shopping gastronômico é uma caixa de vidro sustentada por vigas metálicas vermelhas (que remete ao MASP).

os vidros do EatalyA parte interna da obra se beneficia de luz natural através de uma pele de vidro escalonada na fachada oposta à entrada do shopping (porque não dá pra chamar de loja rss), que se projeta em direção ao átrio onde se encontram as gôndolas do hortifruti, o que reduz a necessidade de uso de iluminação artificial gerando economia de energia elétrica e trazendo bem-estar às pessoas que passeiam por ali.

A iluminação natural também ganhou destaque no restaurante Brace Bar e Griglia, além de privilegiar a vista para a cidade o teto de vidro é retrátil, excelente para as noites estreladas!

Os vidros da cobertura e da pele de vidro são laminados e de proteção solar.

os vidros do Eataly

As fachadas laterais da edificação também receberam aberturas envidraçadas, privilegiando sempre a iluminação natural.

os vidros do EatalyMaquete eletrônica do Eataly

os vidros do Eatalyos vidros do Eataly

O guarda-corpo dos mezaninos são uma composição laminada e temperada de vidro incolor, cada lâmina de vidro com 6mm de espessura, totalizando um vidro de 12mm. A fixação é feita na lateral da laje com bottons e o topo recebe um perfil de aço como acabamento.

os vidros do Eatalyos vidros do EatalyDetalhe do guarda-corpo

Outro espaço que aproveitou a luminosidade natural foi a Birreria (cervejaria artesanal ao lado do Brace), mantendo a linguagem de instalações aparentes, o telhado de vidro é um dos destaques desse espaço.

O vidro deste telhado também é laminado e com proteção solar, já que a exposição é grande e em toda a cervejaria.os vidros do Eataly

O ideal é que telhados de vidro sejam temperados e laminados, mas no mínimo laminados! A espessura varia de projeto para projeto.

Guarda – corpo também sempre precisa ser laminado e a espessura também depende da dimensão das peças de vidro.

Isso tudo está na NBR 7199 – que fala sobre vidros na construção civil.

Se quiser entrar em contato comigo meu e-mail é: allaboutthatglass@gmail.com !